terça-feira, 29 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Vilela acorda e alcança o pelotão da frente


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Paraguai 0 x 0 Japão | Espanha 1 x 0 Portugal
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Ninguém cravou os dois placares de hoje, mas Vilela e Reinaldo acertaram os resultados, levaram 504 pontos cada e entraram pra valer na disputa pelo Bolão da Copa. O golzinho de Villa para a Espanha fez com que João se descolasse de Carlton (2º), em má fase. Uma parte do grupo lançou 2 a 1 para a Fúria, a outra parte, em cima do muro, torcia pelo 1 a 1. Restou aos que apostaram no empate 84 pontinhos de consolação. Renata e Tiago perderam a dianteira, ultrapassados por Vilela e Reinaldo. Pato colou em Carlton. Camila, mesmo acertando o resultado do clássico ibérico, não ultrapassou ninguém. E a maré para Flavinha Nunes não anda muito boa - a única a apostar na vitória de Portugal continua na longínqua 11ª posição. A Copa retorna na 6ª, com o início das quartas de final: Brasil x Holanda e Uruguai x Gana. Faltam 8 jogos para sabermos quem leva o Bolão! A disputa está emocionante! (e isto não é papo de publicitário rs É sério! Dá gosto de ver - e de jogar!)
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Johnny chega à liderança com boa arrancada

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Holanda 2 x 1 Eslováquia | Brasil 3 x 0 Chile
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Alguns dias atrás, João era 11º colocado - último, em outras palavras. Hoje, após cravar o placar de Holanda e Eslováquia aos 48 minutos do segundo tempo, Johnny tomou de Carlton a ponta da classificação. Faltam 10 jogos para o fim da Copa. Quem leva o caneco lá? E quem leva o prêmio aqui? Pato manteve-se na 3ª posição, e diminuiu a diferença para Carlton, agora em 2º lugar. Renata ousou apostar na Eslováquia e perdeu o quarto lugar para Tiago, que também cravou os 2 a 1 e entrou definitivamente na briga. Vilela teve bom desempenho, alcançou a marca dos 4 mil pontos e pode se considerar no bolo. Os 3 a 0 do Brasil sobre o Chile fez com que Rudy cravasse sozinho e ganhasse a posição de Reinaldo - ambos, que já se revezaram na liderança, brigam hoje na parte de baixo. Dá pra reagir? João provou que sim, dando fim ao longo reinado de Carlton. Amanhã, dois "jogos incógnitas", sinal de que surpresas podem pintar.
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Cravaram:
> Holanda 2 x 1 Eslováquia
João e Tiago
> Brasil 3 x 0 Chile
Rudy



domingo, 27 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Copa entra na quinzena final com 4 palpiteiros no pelotão de frente


Alemanha 4 x 1 Inglaterra | Argentina 3 x 1 México

Teve de tudo nos dois jogos de hoje: a melhor média de gols em um dia, dois erros grosseiros de arbitragem, golaços e o acirramento na disputa pelo título do Bolão. Faltando 12 jogos para o fim da Copa, a distância de Carlton para o 2º lugar caiu de vez: 133 pontos. Johnny, que cravou os 3 a 1 dos hermanos sobre os mexicanos, pode roubar a liderança a qualquer momento. O pelotão de frente ainda tem Pato, em 3º, com 329 pontos atrás do líder, e Renata, que deixou escapar a vice-liderança hoje, com 356 pontos de distância. Tiago, que conseguiu bela recuperação nos últimos dias, já está um pouco mais atrás, em 5º, a 615 pontos do topo. Isto não quer dizer que o Bolão já tem seus "semifinalistas". Só amanhã estarão em disputa 648 pontos, e os 4 jogadores que se destacam hoje na dianteira não podem vacilar. Além de João, Vilela também cravou o placar do confronto latino-americano e encostou em Flavinha, 6ª colocada.


sábado, 26 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Em dia perfeito, Renata chega ao 2º lugar

Dois jogos, duas cravadas. Renata levou 600 pontos com palpites certeiros, ultrapassou Flavinha, Pato e João e assumiu a vice-liderança do Bolão. Carlton e Rudy pareciam ter combinado: foram os únicos a apostarem no empate entre Coreia do Sul e Uruguai e na vitória de Gana sobre os EUA. Por pouco a dupla não se deu muito bem. O problema é que, em bolões, "por pouco" não conta. Resultado: a vantagem do líder para o segundo colocado diminuiu e Rudy atingiu sua pior posição desde o início da Copa - o penúltimo lugar. A briga no pelotão de frente esquenta. Amanhã, Alemanha x Inglaterra pode mexer ainda mais na classificação, dependendo dos palpites. E quem vai ousar apostar no México contra a Argentina? A hora é agora.

O Dia no Bolão: Carlton vai para fase final com boa vantagem

O empate entre Brasil e Portugal fez com que apenas Reinaldo e Flavinha Nunes pontuassem, mas não foi o suficiente para que eles se descolassem da rabeira. Tiago caiu para a penúltima posição: poderia estar melhor se o Chile tivesse batido a Espanha - ele foi o único a apostar na vitória dos sul-americanos. Na vitória da Costa do Marfim, todo mundo pontuou. Barbada. Já Suíça e Honduras travaram um duelo aberto, cheio de oportunidades para ambos os lados. Se o lado suíço tivesse aproveitado as chances, faria felizes 10 dos 11 palpiteiros. O 0 a 0, no entanto, só agradou a Carlton, que cravou o placar e foi o único a pontuar com o resultado, fechando o dia mais líder do que nunca. Pato recuperou duas posições e voltou ao 3º lugar. João mantém-se firme na 2ª posição, agora, porém, um pouco mais distante do topo. Que venham as oitavas! 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Rodada de surpresas "achata" o ranking


Ninguém apostava na vitória da Eslováquia e na consequente eliminação italiana. Resultado: uma chuva de zeros. Mas houve quem ousasse em outros jogos. Pato foi o único a acreditar em Camarões contra a Holanda (1 a 0), e acabou pagando caro - os laranjas ganharam e Pato caiu para 4º lugar. João teve outra sorte: votou no Japão quando todos apostavam na Dinamarca. Japão 3 a 1, classificado para as oitavas. E João, em mais um ótimo dia (também foi o único a apostar no empate entre Paraguai e Nova Zelândia), alcançou a vice-liderança do bolão. Para quem há uma semana era o último colocado, nada mal. Cravaram: Reinaldo, Camila, Flávia e Renata (Holanda 2 x 1 Camarões). Após um dia de "surpresas", a diferença de pontos entre os participantes diminuiu ainda mais. Entre Camila (10ª) e João (2º), há apenas 607 pontos. Sinal de que a briga pode esquentar nos próximos dias.
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E amanhã: Brasil ou Portugal? Chile ou Espanha?
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quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Depois da tempestade, a calmaria.

Poucos movimentos no ranking: destaque para Vilela, que conseguiu sua primeira cravada - Inglaterra 1 x 0 Eslovênia - e ganhou três posições, deixando Reinaldo e Camila na rabeira. João alcançou o 5º lugar, seu melhor posto até aqui, enquanto Tiago foi quem sofreu a maior queda: a aposta nos empates entre Gana e Alemanha, e EUA e Argélia não aconteceram (por pouco), e Tiagão ficou pra trás. Os 4 primeiros se mantiveram. Carlton, Pato e Flavinha conseguiram cravar uma vez e seguem firmes no topo.
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Quando os jogos têm favoritos bem definidos - como hoje - é natural que haja poucas alterações, pois todos apostam nos mesmos times. A saída para quem está atrás é arriscar e apostar na zebra. E a zebra acontece, como aconteceu hoje: Austrália bateu a Sérvia e ninguém pontuou (Vilela levou algumas migalhas pelo "palpite estimulado"). Amanhã temos pelo menos um "jogo incógnita": Dinamarca x Japão. Será que o ranking chacoalha de novo?
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terça-feira, 22 de junho de 2010

O Dia no Bolão: Sacudiram o Ranking!

O pelotão com Rudy, Camila, Reinaldo e Vilela perdeu a dianteira para o trio Renata, Tiago e João (4º, 5º e 6º lugares, respectivamente), no primeiro dia de jogos decisivos da Copa. Renata, mais inspirada do que nunca, subiu cinco posições e está a poucos pontos de Flávia, em 3º. Carlton mantém a ponta, com Pato na cola. Após esta segunda-feira, fica uma certeza: muita coisa ainda pode acontecer, a cada dia que passa o acerto vale mais pontos e quem hoje é lanterna (Flavinha Nunes! rs), amanhã pode aparecer no pelotão de frente. Já dizia a máxima: "o jogo só acaba quando termina!". Até lá, fiquem atentos aos palpites! Que vença o melhor.
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Copa 2010: A música e O comercial

É de arrepiar a música da Copa do Mundo 2010. Me parece que o hino oficial é outro, Waka Waka, cantado por Shakira. Mas Wavin' Flag certamente é a que vai ficar nas nossas cabeças e corações, grudada que nem chiclete. A música é do "cantor, compositor e poeta" somali K'naan. O clipe também é emocionante, vale conferir!
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E a Nike, hein? Oito anos depois de "A Little less conversation" e o filme para a Copa 2002, a marca arrasou mais uma vez. Com Alejandro González Iñárritu na direção não poderia ser diferente também. Simplesmente o melhor filme publicitário da Copa 2010. A essa altura você já deve ter assistido, mas eu não poderia deixar de publicá-lo aqui.
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É isso. Amanhã começa a maior festa do futebol. Boa Copa do Mundo para vocês!

domingo, 6 de junho de 2010

Indiscreto: da nuvem em forma de boneco ao "estranho objeto" no painel do Zona Sul


Olhem com atenção e tentem encontrar um boneco sorridente e bochechudo, quase o Fofão, no céu da última segunda-feira. No final do post vocês têm a resposta.



Por falar em boneco, vejam como a criatividade pode transformar (para melhor) o visual de nossas calçadas mal cuidadas. E um frade vira playmobil...

Reparou no táxi da foto acima? Seria mais um na frota da...

OXENTE Rádio Taxi? Oxente? É isso mesmo... Os nortistas "cariocas" estão mais organizados e motorizados do que nunca!




O que será aquele objeto no canto inferior direito dos novos painéis do Zona Sul? Um pássaro? Um avião? Não... É a Cidade da Música! Mas o que a obra mais infame dos últimos tempos está fazendo entre os cartões postais do Rio? Seria o ex-prefeito sócio da empresa? Pode ser que, um dia, o equipamento se torne ponto turístico da cidade, hoje, porém, não passa de um elefante branco e feio.

E aí, encontraram? Olha lá: olhos, bochechas, nariz, a boca aberta e até os dentes da frente! rs

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O álbum da Copa das Havaianas

Eu não tenho muitos ídolos. Admiro, simplesmente, o trabalho de alguns cineastas, músicos, atores e empresários. Admiro o jeito de ser e pensar de algumas pessoas que conheço ou conheci ao longo da vida. É admiração, não FANatismo. Nunca fui de idolatrar ninguém ou defender passionalmente uma ideia ou marca. Confesso, porém, que as Havaianas têm feito muitos e bem-sucedidos esforços para me conquistar.

Não falo dos seus filmes, que nos divertem com inteligência e leveza há alguns anos... Indiscutivelmente um sucesso que daqui a décadas entrará para o rol de clássicos da nossa propaganda. É publicidade da melhor qualidade. E os anúncios de página dupla nas revistas por aí? Visualmente cativantes, com uma direção de arte impecável que valoriza o produto ao extremo, provoca nossos sentidos e atiça os colecionadores de plantão a juntá-los como se fossem obras de arte.

Agora, o que de fato me balançou: a marca acaba de lançar um álbum de figurinhas (antenados, não?) encartado em algumas revistas da Editora Abril (eu recebi pela Superinteressante). Em vez de fotos dos jogadores da Copa, os cromos trazem todos os modelos de sandálias da nova coleção "Havaianas Teams" (aquelas que aparecem no comercial com Daniel de Oliveira e Vanessa Giácomo - outro ótimo filme!). Uma bela sacada para apresentar a coleção e tentar-nos a comprar todos os modelos! Interatividade, design, pertinência, timing... enfim, a ação é muito boa! A proposta é simplesmente apresentar a linha. O segredo está em como fazê-lo. Golaço das Alpargatas. Você não gasta para completar o álbum - os cromos serão distribuídos com o jornal Destak (gratuito) em oito datas de maio e junho. Se você não conseguir completá-lo, pode obter as figurinhas restantes de graça, tudo explicado na última página do livro ilustrado -, mas provavelmente gastará com sandálias de borracha o que nunca imaginou gastar.





























quinta-feira, 20 de maio de 2010

Encontros e desencontros com a língua portuguesa


Este é um dos erros mais comuns da nossa língua: muita gente, mas muita gente mesmo, usa a expressão "de encontro a", que exprime discordância, quando quer expressar concordância. Neste caso, o certo seria usar "ao encontro de". Em resumo: "Vou de encontro a..." = "Sou contrário a / Discordo de"; "Vou ao encontro de..." = "Concordo com / Sou favorável a...".

Porém, tudo se agrava quando o deslize ("deslize" é para pegar leve) aparece em um dos canais jornalísticos mais acessados da internet: o portal Globo.com. No texto, o lateral do Vasco, Elder Granja, "concorda" com Gaúcho, até anteontem técnico do time - veja no subtítulo. No texto, entretanto, o jornalista escreve que o jogador "foi de encontro às palavras do treinador".

Não é difícil: quando se vai "de encontro", pressupõe-se um choque (divergência de sentidos) - imaginem que uma pessoa está correndo para a direira e outra para a esquerda. Uma vai de encontro à outra e SE CHOCAM. Quando se vai "ao encontro", deve-se imaginar que uma pessoa está correndo para a direita e a outra, também correndo neste sentido, consegue alcançá-la, e as duas passam a correr lado a lado.

Pior do que este erro, só há um - o mais popular de todos! O terrível "VIM", quando o certo é dizer "VIR". "Você vai vim amanhã?", "Sim, eu vou vim." Peraí cara-pálida! Afinal, você vai vir ou já veio? Porque VIM é passado simples do verbo "Vir" na 1ª pessoa do singular.

Que VENHAM melhores dias para nosso belo, porém esculachado, idioma!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

De repente... É Copa do Mundo de novo!

Há quatro anos, eu e meus amigos fizemos esse videozinho para um trabalho da faculdade. O cliente: a Fifa; o produto: a Copa de 2006... Time flies! (Mas o Malta continua com a mesma cara...)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Bolão Pepê da Copa do Mundo: é hora de chutar!

Está na hora de esquentar as vuvuzelas, meus amigos! A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho, ao meio-dia, com o clááássico México e África do Sul! Deboches à parte, confesso estar animado - não necessariamente com nossa seleção, mas com a competição em si. Tem tudo para ser uma bela festa, com belos jogos e um show de imagens, inclusive em 3D! Que venha a Copa 2010! Estamos com sede de bola.

Enquanto aquecemos os corações para o próximo mês, é hora de dar palpites. Em breve, vou convidá-los para o Bolão da Copa do Mundo! E ao longo da competição, postarei aqui os resultados do campo e da torcida. Boa sorte!

sábado, 1 de maio de 2010

Which doll is the bad doll?

Assisti ao vídeo abaixo esta semana e já adianto que não é nada legal. A situação me parece real, e mesmo que não fosse, não é preciso um vídeo para me fazer acreditar que o fato existe. É absolutamente inegável a influência da chamada indústria cultural, aquela mesmo de Adorno e Horkheimer, sobre a construção de valores e visão de mundo de nossa sociedade. Produtos culturais se amontoam em nossos repertórios de referências desde que (não) nos entendemos como gente, e formam perigosos estereótipos, a partir do momento que constroem modelos de beleza, bondade e heroísmo.

Acho que nossos produtores de cultura devem parar um pouco e refletir. A comunicação que deturpa também educa. É só saber usá-la. Sei: não é fácil fugir das referências que consumimos muito antes de um dia virarmos produtores. Quando chegamos lá, trazemo-nas conosco e as reproduzimos. Propor um novo rumo, experimentar novas associações pode ser comercialmente arriscado, é ou não é? Afinal, só gostamos daquilo que vem ao encontro de nossos valores e percepções, que por sua vez já estão viciados. Aí é mais fácil e seguro repetir fórmulas e fazer mais do mesmo... "O padrão facilita o entendimento da massa!", diriam. Ok, mas também acaba por criar coisas deste tipo:

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bye, bye Simply Red



Sexta, 23, acordei sem saber que naquela noite eu estaria no Citibank Hall para conferir a última apresentação do Simply Red. Dizem que é a última, a turnê de despedida: "Farewell". Mas sabemos que, daqui a dez, quinze anos, os caras voltam para fazer um revival, como de praxe. A propósito, Dione Warwick e Johnny Rivers estão voltando à cidade... de novo. Estes artistas estrangeiros já descobriram o filão: contra o ostracismo, um show no Canecão. Faz bem pra eles e para nós (afinal, os clássicos são bons demais!).

Meus pais vieram com a ideia e terminei indo assistir a "Farewell". Eu e muita gente. O show demorou a engrenar: Mick Hucknall e cia. começaram com uma sequência de músicas desconhecidas da maioria. Talvez alguns fãs lá da frente acompanharam-no no vocal, mas a grande maioria, principalmente a turma da cozinha, parecia decepcionar-se a cada nova e estranha canção. A coisa foi assim durante uns 40 minutos. Minha namorada disse que queria ir embora. "Calma aí, alguma hora ele vai cantar as famosas...", eu dizia. "As famosas..."; ora, não há um dia sequer que o programador da JB FM não ponha pra tocar "Stars", "For your babies", "Say you love me" ou "If you don't know me by now". Queríamos estas, é claro!

E elas vieram: "Let me see if you know aaaall the songs...", disse Hucknall, de repente. Era o sinal. E assim a sequência de clássicos começou com "For your babies", para delírio geral. O show foi bom, mas ficou faltando pelo menos três músicas ótimas. Vacilo imperdoável. "Say you love me", "You make me feel brand new" e "Never never love" não saíram, nem nos dois bis que o grupo deu. Eles fecharam com "If you don't know me by now". Rolou até a bandeira do Brasil no palco (Hucknall pegou de algum fã lá na frente). Destaque para "Money's too tight to mention", "Come to my aid" e, claro, "Stars", cujo coro vocês conferem no vídeo acima. Abaixo, o clipe de "Never never love", uma de minhas favoritas.



Após 25 anos de estrada, o Simply Red se despede... Valeu. As rádios adulto-contemporâneas continuarão a tocar seus ótimos clássicos e, quer saber?, um dia eles voltam ao Rio, aposto que voltam.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Internet rouba terceiro lugar das revistas no ranking global de investimento em mídia - e alcançará os jornais até 2012

Para todos os publicitários, seja qual for a área de atuação, a notícia que Alexandre Zaghi Lemos nos traz (reproduzida abaixo, com adaptações) é para ser lida e relida. Números sobre o investimento publicitário global em mídia.

Já não é novidade dizer que os investimentos em publicidade na internet seguem crescendo a taxas bem acima da média das outras mídias, entretanto, estudo recente aponta que, em 2009, pela primeira vez, a mídia online ultrapassou as revistas no ranking global, atraindo investimentos de US$ 55 bilhões na soma de tudo que foi investido em todo o mundo. Com isso, a internet já é dona de 12,6% do bolo publicitário do planeta, ficando atrás apenas dos jornais, que ainda respondem por 23,1%, e da soberana televisão, que tem 39,4%. Agora as revistas aparecem em 4º lugar com 10,3%.

O resultado da soma de todas as mídias aponta uma queda global próxima de 10% no investimento publicitário feito em 2009 em todo o planeta. A projeção futura aponta ainda que, já em 2012, a mídia online, em sua escalada constante de crescimento, deverá se aproximar dos jornais que, por sua vez, não conseguem fazer sua arrecadação publicitária parar de cair. A previsão é que, no ano que vem, a internet alcance uma fatia de 17,1% do bolo mundial contra 19,4% dos jornais. Curiosamente, a previsão para o desempenho da televisão é a de que seu faturamento publicitário deverá crescer ainda mais, ultrapassando os 40% de participação no bolo mundial.

Para se ter uma base de comparação, no Brasil o cenário é ainda mais favorável à televisão. Em 2009, mais de 60% de todo o dinheiro destinado à publicidade na mídia brasileira foi parar no caixa das emissoras de TV aberta. Por aqui, a internet ainda tem apenas 4,3% de participação.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O sucesso do passarinho azul: números sobre o Twitter

A rede social dos 140 caracteres atingiu a marca de 100 milhões de usuários no mundo inteiro. Metade dessa turma é americana (50,9%), mas o Brasil já aparece em 2º lugar em número de twitteiros, com mais de 10 milhões de contas e 8,8% do share. Estes e outros dados estão na Superinteressante deste mês, em matéria entitulada República do Twitter.

Nesta "nação" pluricultural há 120 milhões de pessoas e sua taxa de crescimento populacional é de 6 milhões por mês. Mas a grande maioria dos "cidadãos" não posta nada, nunca: apenas 20% dos usuários tweetam. Destes 20%, os 5% mais falantes representam 75% de todo o conteúdo. São produzidas 600 mensagens por segundo e 50 milhões por dia; a maior parte, porém, não tem qualquer relevância: 40,55% são baboseiras do tipo "vou almoçar". Opiniões e conversas são 37,55% dos tweets; 8,7% são retweets; 5,85% são tweets corporativos; notícias representam 3,6% de todas as mensagens - número menor do que o de spams: 3,75%.

A hora do rush é de 10 a 11 da manhã, quando a atividade é um pouco maior do que a média do dia.

O "PIB" do Twitter, de 2006 até março deste ano, era de 10 bilhões de tweets. O curioso, porém, é que de novembro de 2008 a novembro de 2009, o número de tweets foi de 1 bi para 5 bi. Nos últimos seis meses, foi de 5 bi para 10 bi! Em outras palavras, nunca se falou tão pouco (140 caracteres) tantas vezes.

O twitteiro mais seguido no mundo é o ator Ashton Kutcher (4.623.298 followers), atrás dele vem Britney Spears (4.517.694) e a apresentadora Ellen Degeneris (4.347.197). No Brasil, o bam-bam-bam é Luciano Huck, com 1.751.643 seguidores, à frente de Mano Menezes, em segundo lugar com 1.356.446 (entre corintianos e não-corintianos) e Ivete Sangalo, com 679.441 fãs. No entanto, a realidade para a grande maioria dos twitteiros é bem mais modesta: 80% deles não possuem nem 100 seguidores.

Frente às outras redes, o Twitter ainda é mais popular do que o Facebook no Brasil: o número de brasucas na maior rede social do mundo gira em torno de 2 milhões, longe das 10 milhões de contas do Twitter. O rei destas terras, porém, continua a ser o Orkut, com 51 milhões de usuários brasileiros.

domingo, 4 de abril de 2010

Indiscreto: Heinz muda 180º

A tradicional marca de ketchup Heinz mudou a embalagem para acabar de vez com o top-top dos aficcionados pelo molho. A abertura agora está na base do pote - como em alguns condicionadores de cabelo - e não mais no topo. Assim, ninguém precisa mais ficar dando aquelas porradinhas desagradáveis no fundo da embalagem para fazer o ketchup descer - será? Bem, como não sou fã de ketchup dificilmente experimentarei a mudança, mas aí está.
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sexta-feira, 26 de março de 2010

Perspectivas (I): Ken Fujioka e Mauricio Tortosa

Na segunda (15) e terça (16) aconteceu o primeiro seminário de 2010 organizado pelo Grupo de Atendimento e Planejamento do Rio de Janeiro. Como colaborador do GAP, eu estava lá e conto agora um pouco do que vi e ouvi.
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"Perspectivas". Nenhum outro tema seria mais oportuno para abrirmos os trabalhos em 2010. Com o objetivo de lançar um olhar sobre o futuro e refletir acerca do negócio e do mercado da propaganda, quatro grandes nomes foram convidados a falar para uma plateia de mais de 100 pessoas, formada não só por atendimentos e planejadores, mas por fornecedores, profissionais do terceiro setor e empresários da comunicação. No quarteto, Ken Fujioka, head de planejamento da JWT Brasil, Luiz Lara, sócio e CEO da Lew'Lara\TBWA e presidente da Abap, Nádia Rebouças, especialista em comunicação e diretora da Rebouças & Associados, e Mauricio Tortosa, especialista em tecnologia e sócio da Cherry Plus.
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Segunda, 15: O real-time planning e a era da conectividade
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Ken Fujioka falou do papel do planejador dentro de uma agência. E fez isso tomando como referência alguns planners que admira, como Gareth Kay, da Goodby, Silverstein & Partners, e David Hackworthy, da The Red Brick Road. "Planejar é agregar valor ao produto criativo da agência"; em outras palavras, a criação pode prescindir do planejamento, porém um bom planning faz com que o trabalho dos criativos seja melhor. Se o planejador em nada contribui para a melhoria do produto criativo, não tem porque existir.
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E produto criativo, segundo Ken, não é necessariamente propaganda, mas a criatividade a serviço de um determinado problema de negócio. O produto criativo que a equipe de Ken criou para a marca Band-Aid da Johnson & Johnson não foi um anúncio, mas um outro produto: a série de band-aids desenhados por Alexandre Herchcovitch. A ideia virou case, sucesso internacional. O briefing que pedia "faça (mais) uma campanha..." foi simplesmente contestado e redefinido - por que não? -, e a solução encontrada para a J&J foi o design e o cobrand!
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O planner como "gardner"
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Ken revelou, ainda, aqueles que, segundo ele, são os três grandes vilões do planejamento: os pré-testes de comunicação, os modismos travestidos de tendência e a relação superficial entre planners e criativos. No primeiro caso, o head da Thompson crê que pesquisa seja fundamental em momento anterior ao processo criativo e, usando como base ninguém menos do que David Ogilvy, defendeu o uso de técnicas observacionais, e não verbais, na hora de medir a eficácia da propaganda.
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Depois, alertou para a demasiada importância que se dá aos coolhunters e que a ânsia de estar a par de tudo pode ser prejudicial. Já para combater a relação superficial entre as áreas, sugeriu aos planejadores que passem a se colocar no lugar dos criativos e, em vez de julgá-lo, sejam seus aliados; que construam uma relação de proximidade e cumplicidade, para o bem de ambos.
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Para terminar, Ken Fujioka falou do novo desafio de planejar em tempo real, ou real-time planning, cujo termo, diz ele, criou dias antes da palestra.
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Não existe mais a história de planejar para uma marca, pôr o trabalho na rua e partir para outra. Com as redes sociais bombando e disseminando opiniões como vírus, o planejador é obrigado a assumir o papel de jardineiro da marca: deve estar sempre atento, zeloso à semente que ajudou a plantar, regando-a diariamente. Dar as costas é arriscado. Deve-se estar ligado o tempo inteiro e monitorar, pois a marca e sua campanha publicitária podem estar sendo bombardeadas a qualquer hora e em qualquer lugar below the line.
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Hoje, uma agência que não trabalha com internet é irrelevante.
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Foi o que disse Mauricio Tortosa nos primeiros minutos de sua apresentação. Mauricio é expert em tecnologia, tendo trabalhado por muito tempo na Microsoft. Ele substituiu Gal Barradas e tratou do tema conectividade. Logo de cara, Tortosa apresentou um dado que confirma a consolidação da internet como uma das principais plataformas de propaganda no cenário atual, e como ainda há muito para se explorar no Brasil: enquanto por aqui, US$ 13 bilhões são investidos, por ano, em publicidade, nos EUA, só em propaganda online investe-se o triplo - US$ 36 bilhões.
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Segundo ele, é possível que algumas marcas não tenham ainda se dado conta, mas elas já estão no mundo virtual, foram levadas pelos consumidores e seus nomes já pululam em redes sociais, seja para o bem ou para o mal. Hoje, comunidades se formam ao redor do mundo a partir do compartilhamento de conteúdo, em plataformas como Orkut, YouTube, Twitter e Facebook, apenas para citar as mais populares. O cenário de mídia se transforma, e com ele muda o relacionamento entre pessoas e entre pessoas e marcas.
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Trata-se de um caminho sem volta. Para Tortosa, o aumento na capacidade de dividir e cooperar em rede põe fim à barreiras de entradas. A possibilidade irrestrita de criar e compartilhar conteúdo fazem de todos nós produtores e, diferente do que acontece na mídia tradicional, em que "se filtra e depois publica", na internet "se publica e depois filtra". Ainda que haja muito amadorismo e conteúdo irrelevante, a comunicação online atenua, de certa forma, as dificuldades de interação existentes no "offline".
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Assim como ocorreu nas últimas eleições americanas, Tortosa acredita que o papel das redes sociais será extremamente relevante ao longo da corrida presidencial, este ano, no Brasil. Já passou da hora de levá-las a sério.
 
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