Continuação...
Curitiba
SUL
BAIRRISTAS
Aquela história de que gaúcho só gosta do que é de sua terra tem um fundo de verdade - e se estende aos vizinhos sulistas. Na Região Sul, a compra de produtos vindos de outros estados acontece mais por necessidade. As classes A e B consomem mais as marcas regionais do que as nacionais. No resto do país ocorre o inverso: as marcas regionais - geralmente mais baratas - são compradas pelas classes C, D e E. Por isso, a Ambev promove a cerveja gaúcha Polar Export com um marketing bem bairrista: ela só é vendida no Rio Grande, tchê. Dessa forma, a Polar é patrimônio exclusivo dos gaúchos, do jeito como eles gostam.
EUROPEUS
Os sulistas mantêm hábitos e preferências de seus ascendentes europeus. É no Sul que a Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, mais vende sua linha de fogões e eletrodomésticos embutidos. "Esse tipo de produto é muito forte na Europa, por isso achamos que o sucesso no Sul está ligado à influência europeia", diz Daniela Cianciaruso, gerente de marketing da empresa. Já a empresa catarinense Hemmer lançou uma versão forte e escura de sua mostarda, bem ao gosto do alemão.
LOUCOS POR CHURRASCO
Gaúchos e curitibanos fazem um churrasco por semana, em média. Dado importantíssimo para as construtoras. "Apartamentos sem churrasqueira não vendem no Sul", diz Andrea Bellinazzi, gerente de inteligência de mercado da Cyrela. E cada estado tem suas preferências - os curitibanos gostam de fazer churrasco na cozinha, os gaúchos preferem na varanda.
Próxima parada: Norte e Centro-Oeste
Texto ligeiramente adaptado. Super nº 275, de fev/2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Marketing: As 5 regiões do Brasil na visão das empresas (que fazem pesquisa) - Sudeste
Saiu na Superinteressante deste mês uma matéria legal para todos que trabalham com marketing. Para se dar bem na área é fundamental conhecer o comportamento do consumidor, e para isso toda empresa que se preza costuma fazer pesquisa de mercado. É preciso estar atento às diferenças regionais que, no caso do Brasil, são proporcionais às dimensões do país. Não dá, por exemplo, para achar que se um produto é sucesso em São Paulo, o será em Salvador. Ingressar em um novo mercado exige estudo, observação, sensibilidade.
Não faltam pesquisas para definir o perfil do brasileiro de norte, sul, leste e oeste. Começamos pela região sudeste. Veja o que as empresas já concluíram sobre essa turma e de que forma se adequam ao perfil.
São Paulo
SUDESTE
OBCECADO COM TEMPO
Tempo é dinheiro nessa terra. A construtora Cyrela, por exemplo, já percebeu isto e arrumou um jeito de poupar minutos preciosos de clientes: juntar casa e trabalho no mesmo prédio. Construiu dois empreendimentos assim em São Paulo, únicos no país. Já 90% dos prédios que a Tecnisa ergueu em Sampa possuem um espaço para se cuidar dos bichinhos de estimação - o pet care; onde o dono pode tosar e dar banho em seus animais sem ter de enfrentar trânsito.
DETALHISTA
Haja paciência para os comissários que fazem a ponte aérea Rio-São Paulo: é nela que estão os passageiros mais exigentes - querem saber dos nutrientes da refeição, não gostam quando não conhecem a marca servida e reclamam se falta o refri light. "Os comissários já perceberam que os passageiros desses voos preferem bebidas com baixa caloria", diz Murilo Barbosa, diretor de marketing da Gol.
NERVOSO
No sudeste há muita riqueza, mas também há muito trabalho e muito estresse. O povo dessa região tem a fama de nervosinho entre as empresas. E a cabeça costuma explodir principalmente no quesito SAC - serviço de atendimento ao cliente. Pensando nisso, a Tecnisa contratou só mulheres com voz grave para seu quadro de atendentes. "São nossas sussurradoras", diz Romeo Busarello, diretor de marketing da empresa. Candidatas com voz estridente rodaram no processo seletivo. A medida foi adotada com base em experiências feitas na cidade mais tensa de todas: São Paulo.
Próxima parada: Sul
Texto ligeiramente adaptado. Super nº 275, de fev/2010.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Nespresso, Clooney e você
Por falar em interatividade, muito legal este filme da Nespresso, criado pela McCann Paris e dirigido por Robert Rodriguez. George Clooney, garoto-propaganda da butique de café, acaba de comprar uma máquina de café Nespresso quando é atingido por um piano assim que sai da loja. Chegando ao céu, ele encontra John Malkovich, o guardião do paraíso. O resto vocês conferem aqui: "O Piano", Nespresso. O final da história é com a gente. Há 3 alternativas. Não precisa dizer que vale a pena assistir a todas...

Nosso novo comercial se afasta um pouco do tradicional enredo Nespresso/Clooney, que tende a apresentar George encantando as mulheres no ambiente de uma Boutique, disse Guillaume Le Cunff, diretor Internacional de Marketing e Estratégia da Nestlé Nespresso S.A. Com esse audacioso enredo, cheio de humor, o novo comercial com certeza agradará os connoisseurs de café e os fãs de Clooney e Malkovich. Eles não são apenas atores extraordinários. Eles também têm uma imensa capacidade de levar seu público a momentos de descontração e prazer. E isso, essencialmente, é o que a Nespresso deseja: fornecer um café premium em porções individuais da mais alta qualidade que tenha a capacidade de transformar momentos comuns em momentos verdadeiramente extraordinários.
Nosso novo comercial se afasta um pouco do tradicional enredo Nespresso/Clooney, que tende a apresentar George encantando as mulheres no ambiente de uma Boutique, disse Guillaume Le Cunff, diretor Internacional de Marketing e Estratégia da Nestlé Nespresso S.A. Com esse audacioso enredo, cheio de humor, o novo comercial com certeza agradará os connoisseurs de café e os fãs de Clooney e Malkovich. Eles não são apenas atores extraordinários. Eles também têm uma imensa capacidade de levar seu público a momentos de descontração e prazer. E isso, essencialmente, é o que a Nespresso deseja: fornecer um café premium em porções individuais da mais alta qualidade que tenha a capacidade de transformar momentos comuns em momentos verdadeiramente extraordinários.
Terra usa interatividade para promover parental control
Ideia simples, talvez já manjada porém bacana. O portal Terra criou o vídeo "Strip Tease" para apresentar o recurso de controle de conteúdo para menores de idade - ou parental control. Clique no link e assista. Ah, sim, insista no play, mesmo que você não esteja interessada(o) no filme. Em suma: melhor do que o recurso de parental control, é o recurso da interatividade.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
"Onde Vivem os Monstros": o filme mais aguardado... por mim.
Estreia hoje o filme mais esperado deste início de ano. Mais esperado por mim, confesso. Enquanto a turma só quer saber de Avatar (assisti no último domingo, depois de muita luta pelo ingresso, e gostei), Lula, Sherlock Holmes e até Alvin e os Esquilos 2, eu só tenho olhos para Onde Vivem os Monstros - pelo menos por este fim de semana, pois sexta-feira que vem já devem ter outros oscarizáveis entrando em cartaz.


Não sou chegado à aventuras fantásticas, mas aventuras fantásticas dramáticas me interessam. Filmes de criança que são, na verdade, para adultos, me agradam. E o tom pastel é a cereja do bolo. Adorei Onde Vivem os Monstros, quero assistir. É assim que funciona.

O filme de Spike Jonze me atraiu desde a primeira foto de divulgação. Acho normal esse lance de ir com a cara do filme, da peça ou do livro, antes mesmo de vê-los ou lê-lo. Já confessei neste blog o que me faz pré-gostar de um determinado filme: é o caso de Onde Vivem os Monstros.
Li pouquíssima coisa sobre o longa, sei que é a história de um menino imaginativo que, depois de levar uma bronca da mãe, vai para seu quarto chateado e vê um mundo mágico surgir entre quatro paredes. A aventura começa assim (no livro, no filme descobri que é um pouquinho diferente). Não sei como termina. Sei que Jonze tomou como base o livro de Maurice Sendak, cuja história é curtíssima, o que fez muitos se perguntarem como ele conseguiu transformar um punhado de páginas em um longa-metragem. O clássico livro de Sendak está à venda no Brasil.
Li pouquíssima coisa sobre o longa, sei que é a história de um menino imaginativo que, depois de levar uma bronca da mãe, vai para seu quarto chateado e vê um mundo mágico surgir entre quatro paredes. A aventura começa assim (no livro, no filme descobri que é um pouquinho diferente). Não sei como termina. Sei que Jonze tomou como base o livro de Maurice Sendak, cuja história é curtíssima, o que fez muitos se perguntarem como ele conseguiu transformar um punhado de páginas em um longa-metragem. O clássico livro de Sendak está à venda no Brasil.

Capa do livro
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
A arte de encantar: MSC Cruzeiros e as toalhas em forma de bichos

É dessa forma que os camareiros da MSC, ao menos no navio Opera, entregam novas toalhas aos passageiros. Todos os dias, um bicho diferente. No cruzeiro que os amigos Ju Klein e Igor Agostini fizeram para Buenos Aires-Punta del Este-Ilhabela, o retorno ao quarto sempre reservava uma surpresa. Qual será o bicho de hoje?
Achei a ideia um máximo. Afinal, o que se espera de um serviço como este é quarto e banheiro limpos e reabastecidos. Ponto. Ninguém exige (ou espera) mais do que isto. Ao criar formas interessantes com o jogo de toalhas, a empresa amplia o serviço. Porém, como todo marketer já sabe, serviço ampliado passa a ser serviço esperado. Uma vez dado o benefício, tirá-lo frustra o cliente e atenta contra a imagem da empresa. Em um dos dias, ao regressar para o quarto, o casal não encontrou as toalhas montadas sobre a cama, onde geralmente ficavam. Bateu aquela decepção... que, no entanto, só durou até eles entrarem no banheiro e se depararem com um cisne sobre a pia. Neste caso, o efeito positivo gerado pela ação foi dobrado. Ficaram sabendo depois que um outro casal, em cruzeiro pela Europa, encontrou um macaco branco e felpudo pendurado no chuveiro!
É verdade que, em dois dos oito dias de viagem, a equipe não conseguiu fazer o trabalho por falta de tempo. Ao criar um diferencial, é importante prever: "Dá para oferecer isto sempre?". Mimos devem ser bem administrados e bem pensados. Se dá para fazê-los, não economize. É nessas horas que a empresa deixa de servir, somente, e passa a encantar.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Pequenas coisas: o estacionamento cuja carência custa R$ 2
Quem vive na Barra da Tijuca ou está acostumado a rodar por lá deve conhecer o CasaShopping. Um shopping simpático, tranquilo e legal de visitar, não só para quem se interessa por decoração mas também para quem procura boas opções de alimentação.
A tabela de estacionamento do CS é parecida com a dos outros shoppings da região, com uma ligeira diferença. O período de carência é de 20 minutos e gratuito ao longo de todo o dia, com exceção da faixa que vai das 18h às 20h. Aí não tem jeito. Você pode ficar um minuto no shopping que mesmo assim terá que pagar dois (simbólicos) reais.

À primeira vista pode até não parecer, mas a ideia tem tudo a ver com marketing. Se a travessia vira moda entre os motoristas, a tranquilidade que sempre marcou o lugar vai embora cancela afora.
A tabela de estacionamento do CS é parecida com a dos outros shoppings da região, com uma ligeira diferença. O período de carência é de 20 minutos e gratuito ao longo de todo o dia, com exceção da faixa que vai das 18h às 20h. Aí não tem jeito. Você pode ficar um minuto no shopping que mesmo assim terá que pagar dois (simbólicos) reais.
A medida provavelmente foi adotada para evitar que motoristas usem o shopping como atalho para cair já na metade da Av. Ayrton Senna, sempre caótica na hora do rush (justamente de 18h às 20h). Isto é possível porque o shopping é aberto nas duas extremidades, permitindo que motoristas espertos entrem pela João Cabral de Melo Neto, sem congestionamento, e saiam na Ayrton Senna, criando uma via alternativa para se chegar à avenida que liga a Barra à linha amarela e Jacarépaguá. Foi o que meu pai fez na última segunda-feira - e se estrepou.
À primeira vista pode até não parecer, mas a ideia tem tudo a ver com marketing. Se a travessia vira moda entre os motoristas, a tranquilidade que sempre marcou o lugar vai embora cancela afora.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Vídeo: 342 filmes em 2009
A montagem abaixo é trabalho de um provável cinéfilo. Em 7 minutos, ele compila cenas de 342 filmes que passaram pelos cinemas em 2009. Interessante. Eu reconheci alguns. Para a lista completa dos filmes, clique aqui (a relação foi feita pelo próprio autor do vídeo e lista os títulos na ordem em que aparecem na montagem).
O que será que 2010 nos reserva?
O que será que 2010 nos reserva?
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
2009-2010
Desejo a todos os meus amigos e leitores do blog um excelente Ano Novo. Que 2010 traga novos ares e bons posts para estas bandas da web. Obrigado pela companhia e vamos em frente!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Marketing: Preço sugerido goela abaixo
Está na tampa do Guaraná Antarctica, versão caçulinha, para quem quiser ver: preço sugerido, R$ 0,99.
.O fabricante, vale lembrar, vende à loja de varejo seus produtos, recebe por eles e deixa de ter qualquer poder sobre o preço que o produto receberá na gôndola. O dono da garrafinha de guaraná é o supermercado que, é claro, pode atribuir ao produto o preço que achar mais adequado a seus interesses.
.
A falta de poder sobre o preço gera certo incômodo nos fabricantes - ora, tudo que a Antarctica quer é que o seu caçulinha venda mais do que o caçulinha da Coca, levando o varejista a recomprar o seu produto. Imagine, então, o que é ter que vencer o concorrente (ao seu lado na gôndola) sem ter o poder de mexer no preço da sua própria marca? Por essas e outras, é natural a prática de sugerir preços: fabricantes dizem aos supermercados quanto eles devem cobrar. A recomendação geralmente acontece nos bastidores. Esta é a primeira vez que vejo (não significa que nunca havia sido feito anteriormente) uma marca estampar o preço sugerido na embalagem do produto, logo na tampa, para que qualquer cliente possa ver. Isto porque com relação à embalagem e ao rótulo da mercadoria, a falta de ingerência é do varejista.
.
Imaginem: nesta situação, que supermercado venderia o caçulinha por mais de 99 centavos? Quem da empresa vai explicar ao cliente (quando ele for reclamar) a relação fabricante-varejista, e fazê-lo entender que aquele é o preço que o Guaraná Antarctica quer que o supermercado cobre, mas que, por outro lado, o supermercado deseja margens maiores!?... Quem teria a coragem e disposição de bancar esta saia justa? Eu confesso que não sei quanto o Zona Sul cobrou pela garrafinha da foto, mas posso apostar que foram 99 centavos.
.
Pode até ser uma ação inteligente por parte do Guaraná Antarctica, mas de "sugerido" este preço não tem nada.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Retrospectiva 2009: Wilson Simonal x Michael Jackson

Quis o destino que Wilson Simonal e Michael Jackson virassem tema, no mesmo ano, de filmes-documentários. "Ninguém sabe o duro que dei" e "This is it", de longe, não têm nada em comum; mas, de perto, na minha opinião, servem de insumo para falarmos não apenas de música, mas de cultura e sociedade. Na verdade, só quero usá-los como gancho para fazer uma breve reflexão sobre uma qualidade ausente, de forma geral, entre os brasileiros, e que temos que adquiri-la de uma vez por todas se quisermos fazer bonito da próxima década em diante: o profissionalismo.
Antes que alguns se revoltem, digo logo: eu sou fã da voz e da música de Simonal. Mas talvez tenha faltado nele o que sobrou em Michael Jackson: a referida qualidade. Enquanto nós temos clara dificuldade de separar o pessoal do profissional, por razões inúmeras e históricas, os americanos, por sua vez, sabem como poucos fazer esta distinção.
Achamos graça quando contam que Simonal tinha total domínio da plateia, a ponto de sair do palco, ir ao salão anexo e pedir um drinque, enquanto a multidão sustentava a música, cantando sozinha e emocionada. Simona voltava dali a alguns minutos e retomava de onde o público estava. É legal, é engraçado, é genial. Concordo. Acontece que, meses depois, vejo Michael Jackson dizer a todo o seu staff de músicos e dançarinos algo do tipo: "Eu quero que o som saia exatamente como está no disco. Quero a música como no disco, como o público conhece" e depois, numa espécie de preleção com toda a equipe, à véspera de estrear sua turnê: "Estas pessoas querem ver um espetáculo inesquecível. Elas estão pagando para viver uma experiência única, que as afaste dos problemas de suas vidas. É isso que temos que fazer. Dar a elas uma experiência única".
E aí? Depois de assistir a MJ dedicar-se a cada verso como se preparasse para sua primeira apresentação na carreira, preocupar-se com cada som, passo, luz, efeito especial - tudo, absolutamente tudo, com um empenho de operário, não de estrela pop; depois de ter assistido a Michael Jackson trabalhando, aquela historinha do Wilson Simonal perdeu ligeiramente a graça.

Não vou entrar no mérito da intenção do diretor Kenny Ortega ou coisa que o valha. Não sei como era MJ em sua vida privada. Como profissional, ele era exemplo. As cenas de "This is it" me parecem sinceras. A escapadinha do palco de Simonal não tem nada de determinante na vida do cantor. Em si, trata-se de um episódio sem importância e simplesmente curioso. Mas o que ele pode revelar é o que de fato importa. Já disse neste blog o que penso sobre a história de Simona (reveja). No mais, é um retrato do brasileiro típico: talentoso e criativo - até mais do que o americano -, mas que não sabe usar corretamente sua capacidade para enriquecer, pelo simples fato de não saber servir e achar-se antes um superstar, quando deveria ver-se, neste caso, como músico ou cantor.
Estamos entrando em uma década fundamental para a transformação do Brasil. Eventos de grande porte como Copa do Mundo e Olimpíada mudam a cara do país. Mas de nada valerá as maquiagens urbanas - nada mesmo! - se não mudarmos a cabeça do povo.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
WWW = What a Wonderful World
No último sábado, minha irmã parecia mãe em sala de espera de hospital, aguardando ansiosa notícias sobre o estado de saúde do filho, na mesa de cirurgia. Seu iPod tinha deixado de ser reconhecido pelo iTunes. Resultado: ela não mais conseguia atualizar seu brinquedo com as novas músicas baixadas. Nesta história, o cirurgião era eu. E, no início, confesso que bati cabeça frente ao mistério. Meu iPod (uma versão mais moderna) tinha acesso ao iTunes. Por que o dela não teria?
Primeiro procedimento: o assopro. Peguei a extremidade do cabo USB que vai na base do aparelho e assoprei. Fiz o mesmo com o iPod. Reconectei e nada. Não, não tentei uma sacudida ou aquele tapinha milagroso. Me ocorreu, minutos depois, a solução. No início do mês eu havia feito a atualização do iTunes: do 8 para o 9. Era possível que a nova versão não reconhecesse os modelos mais antigos de iPod(vai entender!).
Primeiro procedimento: o assopro. Peguei a extremidade do cabo USB que vai na base do aparelho e assoprei. Fiz o mesmo com o iPod. Reconectei e nada. Não, não tentei uma sacudida ou aquele tapinha milagroso. Me ocorreu, minutos depois, a solução. No início do mês eu havia feito a atualização do iTunes: do 8 para o 9. Era possível que a nova versão não reconhecesse os modelos mais antigos de iPod(vai entender!).
"Downgrade itunes" - digitei no Google. "Downgrade?", perguntou minha irmã. Expliquei o que era enquanto buscava, entre as referências que apareceram na página, a que me parecia a melhor. Clicamos sobre um vídeo, um garoto explicava em inglês o step by step. Seguimos suas indicações até o momento que descobrimos que elas só valiam para o Windows. Minha irmã achou graça do menino nos ensinando como fazer.
Voltamos aos resultados da busca do Google e entramos num chat. Lá encontramos mensagens de pessoas com o mesmo problema de minha irmã. Uma delas dizia "i'm sad...". Vivian gritou: "Viu? I'm sad também!", numa clara identificação com a usuária desconhecida.
Paramos sobre uma mensagem que dava o passo a passo para o downgrade. Antes de lê-la, decidi ir um pouco mais abaixo e logo tive a confirmação de que aquela era a melhor dica. Um dos recados posteriores começavam assim: "Gangsta Penguin... you are a genius!". All right, voltei ao Gangsta Penguin, segui seus passos, reinstalei a versão 8 e o iPod era novamente reconhecido. A cirurgia foi um sucesso. Vivian me abraçou e fez coro com outros usuários que, no mesmo fórum, criticavam a versão 9 do iTunes: "É uma porcaria mesmo!".
Mais tarde, naquele sábado, precisei dar um nó na minha gravata. YouTube. Aprendi a dar o nó simples (o que aparece acima é o semi-windsor) com um vídeo bem didático. Nos comentários, gente como eu postava palavras de agradecimento ao autor. Coisas do tipo: "Valeu, finalmente aprendi!", "Valeu, ajudou muito na minha formatura", "Só isso que eu precisava... Obrigado".Paramos sobre uma mensagem que dava o passo a passo para o downgrade. Antes de lê-la, decidi ir um pouco mais abaixo e logo tive a confirmação de que aquela era a melhor dica. Um dos recados posteriores começavam assim: "Gangsta Penguin... you are a genius!". All right, voltei ao Gangsta Penguin, segui seus passos, reinstalei a versão 8 e o iPod era novamente reconhecido. A cirurgia foi um sucesso. Vivian me abraçou e fez coro com outros usuários que, no mesmo fórum, criticavam a versão 9 do iTunes: "É uma porcaria mesmo!".

Neste dia comprovei o real significado do WWW.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Claquete: Foi dada a largada - Globo de Ouro já tem seus indicados
Se me pedirem para dizer algo sobre a lista dos indicados da HFPA ao Globo de Ouro 2010, o primeiro nome que me vem à cabeça é: Sandra Bullock. Sim, me surpreendi ao ver que a atriz tem duas indicações - por "A Proposta" e "The Blind Side". Vale dizer que foi uma surpresa agradável. Bullock nunca foi de figurar em listas de prêmios e, de repente, quando dava pinta de que já andava decadente, nos aparece em duas categorias. Ainda que não leve (e acho que não leva mesmo), é uma surpresa.Ok, a propósito, Meryl Streep também recebeu duas indicações. Concorre à Melhor Atriz em Comédia por "Julie & Julia" e "It's Complicated". Tudo normal, né? Vocês poderiam dizer: "Tá, qual é a outra novidade além das aparições da Sandra?", ou "Quais são as quatro indicadas à melhor atriz, pois uma das vagas já é de Meryl". Desta vez, ela levou duas vagas e disputa contra ela mesma.
Porém, isto não é garantia de vitória. Sabem quem são suas concorrentes? Nada mais nada menos do que Marion Cotillard (a Piaf, por "Nine") e Julia Roberts (por "Duplicidade"), além de Bullock por "A Proposta". Aliás, devo dizer, Sandra Bullock está de fato muito bem em "A Proposta". Merecida indicação. Assim como é justa a indicação de Meryl "Julia Child" Streep.

Tô curioso para ver "Nine" só pela lista dos atores que concorrem ao GO: Marion Cotillard, Daniel Day-Lewis e Penélope Cruz. O elenco ainda conta com Judi Dench, Nicole Kidman e Sophia Loren. O diretor é Rob Marshall, de "Chicago". Tá bem de currículo, sem dúvida. "Nine" também disputa o prêmio de Melhor Filme Comédia/Musical contra "Julie & Julia", "It's Complicated", "Se Beber, Não Case" e "(500) Dias com Ela".
"(500) Dias com Ela" vem crescendo. Watch out! Está pintando mais um "Pequena Miss Sunshine"... Chega ao Oscar?
Anotem este título: "Precious", ou "Preciosa". Será um dos 10 filmes indicados à Melhor Filme no Oscar 2010. Isto mesmo, o Oscar 2010 terá dez indicados - mas isto é assunto para um outro (e indignado!) post.
George Clooney é o cara em Hollywood. "Amor sem Escalas" (Up In The Air) é o filme com o maior número de indicações ao GO 2010 - seis! - e deve aparecer no Top 10 do Oscar também.
"Bastardos Inglórios" é outro nome que vamos ouvir falar até o final da temporada de prêmios. E eu ainda não assisti... =p 4 indicações ao GO.
Indicados à Melhor Filme Dramático (é desta categoria que sai, tradicionalmente, o ganhador do Oscar): "Avatar", "The Hurt Locker", "Bastardos Inglórios", "Preciosa" e "Amor Sem Escalas".
Para terminar - por hoje -, uma pergunta: onde foi parar "Onde Vivem os Monstros"? Uma indicaçãozinha à Melhor Trilha Sonora e só. Ainda não assisti, mas já acho que merecia um pouco mais. Ok, deve ser um filme muito mais para as categorias técnicas do que para as principais. Como o GO não dá prêmio de Direção de Arte, Maquiagem e Efeitos Especiais, o filme de Spike Jonze deve vir com mais força no Oscar.
O Globo de Ouro acontece no dia 17 de janeiro de 2010. Conheça todos os indicados do cinema e da TV aqui. Até.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Design para quê? ou Por que mamãe grita tanto com vovó?
As novas gerações de designers industriais devem dedicar mais atenção a um segmento da população que, até hoje, é simplesmente ignorado pela tecnologia: os idosos. Como justificativa, pensem que a tendência é vivermos cada vez mais. Queiram ou não, o número de velhinhos vai aumentar, para tristeza da previdência social e alegria do rei, Roberto Carlos. Os grandes negócios deste séculos serão aqueles que se voltarem para a terceira idade.Mas não é por este motivo que faço o apelo. A verdadeira razão é a seguinte: quase todos os dias escuto minha mãe se descabelando no telefone com minha avó. É sério, ela surta. Isto porque minha avó, com 83 anos e lúcida, apanha para falar no celular: ou ela se enrola com os botões, ou não ouve o que minha mãe fala do outro lado da linha. Surdez? Bullshit. Ela apenas não colocou o ouvido na altura correta.
Nada, porém, é mais desesperador do que o tal controle remoto da NET. Eu já perdi as contas das vezes que minha vó reclamou com minha mãe que a NET estava "fora do ar" ou "com problema", ou que ela não estava conseguindo mudar de canal. E lá vai minha mãe (às vezes sobra para mim e para minha irmã) até a casa da vovó para resolver o "problema" - porque, como já disse, é impraticável resolvê-lo por telefone. Ao chegarmos lá, eis que encontramos um porta-retrato em frente ao aparelho, bloqueando a transmissão do sinal. Empurramos o porta-retrato para o lado e, voilà, o controle volta a funcionar que é uma beleza. Rimos para não chorar. Com frequência, a culpa é simplesmente de um botão acionado involuntariamente ou não, cuja ação ela não sabe desfazer. E ainda há a porcaria do menu inicial, do qual ela, às vezes, não consegue sair. Minha mãe grita no telefone, repassa a lição pela ducentésima vez e minha avó, pobre, finge que entendeu só para não estressá-la mais.
O que fazemos? Para dar conforto e diversão a nossos velhos precisamos, antes, nos desgastar, enfiando-lhes goela abaixo regras de como usar que, por mais didáticos que sejamos, jamais irão entrar-lhes na cabeça. A não ser que, no passado, vovô ou vovó tenham exercido alguma atividade mais ligada às tecnologias "de ponta" da época e adquiriram, ao longo do tempo, a inteligência necessária para operá-las e se adequar mais facilmente às suas atualizações. Na maioria dos casos, entretanto, é tudo muito, mais muito entrópico para eles. Tudo evoluiu muito rapidamente e o processo os excluiu.
Vovó consegue jogar Wii, mas não consegue mudar o canal da TV: como pode? Design.Não tenho dúvidas de que a solução está na mão dos desenhistas industriais. Estes caras deveriam acordar todos os dias e repetir, antes mesmo de se levantarem da cama: "Menos é mais", "Seja intuitivo, seja intuitivo, seja intuitivo". Reparem no controle da NET: é botão demais. Minha avó não quer saber se sua TV tem mais de 200 canais. Ela assiste a no máximo 4! Diminuam o número de botões e aumentem o tamanho daqueles que restarem. Velhos não enxergam direito! Iconografia nem sempre é a melhor ideia. Se eu fosse desenhar o celular da minha avó, faria-o com duas teclas enormes: "Atender" e "Ligar para Hedu" (minha mãe). Pronto.
Definitivamente, da mesma forma que quando alguém não entende seu anúncio a culpa é sua, não do espectador (por mais idiota que ele seja), se nossos avós apanham da tecnologia, o problema está na tecnologia, não em nossos avós.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Sobre livros & books: números do mercado editorial
Estou prestes a terminar meu primeiro romance, mas os números do mercado editorial brasileiro são pouco animadores se comparados com os do americano. Já estou pensando em contratar um tradutor para transformar A Garota do Parque em The Girl of the Park. A culpa, porém, não é só da tecnologia (já ouviram falar no Kindle, certo?). O problema está no hábito (ou na falta dele): o brasileiro lê pouco. Confiram alguns números:95,5 MILHÕES (50%) de brasileiros leram algum livro em 2008. 43 MI deles (45%) não terminaram a leitura. 47,4 MI (49%) são estudantes que leram para a escola.
Leitores brasileiros compram 1,2 LIVROS por ano. Leitores americanos compram 6,7 LIVROS por ano.
Faturamento do mercado editorial americano em 2008: R$ 90 BI (pop. aprox.: 300 mi) Do brasileiro: R$ 3,3 BI (pop. aprox.: 190 mi)
Livros impressos nos States: 3 BI
Livros impressos no Brasil: 333 MI
Recorde! J. K. Rowling já vendeu 375 milhões de livros da saga "Harry Potter". J. K. ganha R$ 9 MILHÕES por semana em royalties.
Ela é a autora mais bem paga do mundo: R$ 500 MI por ano, seguida de:
2º James Patterson: R$ 85 MI (autor de suspenses como 1º a Morrer, Quando Sopra o Vento, etc.)
3º Stephen King: R$ 80 MI
4º Tom Clancy: R$ 60 MI (temas policiais, histórias de terroristas - americanos adoram...)
5º Danielle Steel: R$ 50 MI
Os autores estrangeiros mais traduzidos no Brasil:
Barbara Cartland, 360 edições
Agatha Christie, 315
Joseph Murphy, 245
Danielle Steel , 232
Sidney Sheldon, 214
Ao menos podemos nos orgulhar de ter o autor vivo mais traduzido no mundo. Uma bala para quem advinhar o nome da fera. Mole, né? 67 línguas para Paulo Coelho.
Dados extraídos da Superinteressante (ed. 272, dez/2009, p. 36)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Claquete: Julie & Julia

Dei a dica no antepenúltimo post e fui correndo conferir o filme, afinal, se a dica fosse furada dava tempo de voltar aqui e me corrigir, rapidinho. Não é furada. E digo mais: Julie & Julia superou minhas expectativas e vai chegar (a partir de agora, quando eu disser "vai chegar" me refiro às listas de premiações que acontecem de janeiro à março de 2010).
O filme é delicioso. Meryl Streep e Amy Adams mais uma vez estão absolutamente firmes, ótimas, encantadoras. Amy é uma bela atriz - não sei se cheguei a escrever aqui, à época do Oscar, mas ela já me conquistara em "Dúvida"; para mim, é dela a melhor performance entre os 4 atores que foram indicados ao Oscar por este filme (além de Adams e Streep, Philip Seymour Hoffman e Viola Davis também concorreram à estatueta - ninguém levou).
Julie & Julia é também engraçado. Meryl Streep e Stanley Tucci parecem ter nascido um para o outro, embora o contraste físico nos faça duvidar disto a princípio. Aliás, a corpulência de Julia Child só contribui para torná-la mais simpática.
É importante ressaltar: já na parte final (não se preocupem, não vou contar), há um fato na história que faz com que o filme seja um pouquinho mais do que um "água com açúcar". O fato rompe uma certa aura de harmonia e empatia que se estabelece, desde a primeira cena, entre o público e as personagens principais. Não chega a romper, vá lá, mas certamente a abala. Somos obrigados a nos confrontar com o juízo muito positivo que havíamos criado ao longo do filme acerca de uma das personagens. A atitude nos inquieta por parecer claramente incoerente com o caráter da personagem. Como não existe nenhuma vilã na história, não somos acometidos pela raiva, mas pela decepção. É aí que o filme se torna ainda mais interessante, porque humano.
Portanto, reforço: assistam à Julie & Julia. Ainda melhor se for num domingo à tarde.
O filme é delicioso. Meryl Streep e Amy Adams mais uma vez estão absolutamente firmes, ótimas, encantadoras. Amy é uma bela atriz - não sei se cheguei a escrever aqui, à época do Oscar, mas ela já me conquistara em "Dúvida"; para mim, é dela a melhor performance entre os 4 atores que foram indicados ao Oscar por este filme (além de Adams e Streep, Philip Seymour Hoffman e Viola Davis também concorreram à estatueta - ninguém levou).
Julie & Julia é também engraçado. Meryl Streep e Stanley Tucci parecem ter nascido um para o outro, embora o contraste físico nos faça duvidar disto a princípio. Aliás, a corpulência de Julia Child só contribui para torná-la mais simpática.
É importante ressaltar: já na parte final (não se preocupem, não vou contar), há um fato na história que faz com que o filme seja um pouquinho mais do que um "água com açúcar". O fato rompe uma certa aura de harmonia e empatia que se estabelece, desde a primeira cena, entre o público e as personagens principais. Não chega a romper, vá lá, mas certamente a abala. Somos obrigados a nos confrontar com o juízo muito positivo que havíamos criado ao longo do filme acerca de uma das personagens. A atitude nos inquieta por parecer claramente incoerente com o caráter da personagem. Como não existe nenhuma vilã na história, não somos acometidos pela raiva, mas pela decepção. É aí que o filme se torna ainda mais interessante, porque humano.
Portanto, reforço: assistam à Julie & Julia. Ainda melhor se for num domingo à tarde.
A verdadeira Julie Powell: até que lembra a Amy Adams, não?Indiscreto: Armazém do Café aproveita a oportunidade
E depois da sessão de cinema, sentamos no Armazém do Café (como era de se esperar, o filme deu fome). Flavinha observou o adesivo na porta e eu achei legal fotografar. A marca faz bom uso do chamado marketing de oportunidade, isto é, toma um assunto que está na boca do povo e na rua (literalmente, no caso da Lei Seca!) e cria um gancho para promover a marca. O resultado é uma comunicação mais atual, mais próxima da realidade e, por isso, muitas vezes mais eficiente.
No entanto, eu ainda prefiro a "Operação Asfalto Liso - Eu apoio": uma entre as várias paródias que rolam por aí.
No entanto, eu ainda prefiro a "Operação Asfalto Liso - Eu apoio": uma entre as várias paródias que rolam por aí.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Claquete: Façam suas apostas
Daqui a 20 dias (15/01) entramos oficialmente na temporada de premiações do cinema americano, com o anúncio dos indicados ao Globo de Ouro 2010. E, quem me conhece, sabe que é um de meus expedientes favoritos apostar em nomes durante esta escalada que culmina no início de março, com a entrega do Oscar. Nesta sexta, dia 27, estreia nas telas brasileiras uma de minhas apostas: Julie & Julia. Não sei se tem força para chegar ao Oscar, mas arrisco dizer que é um dos concorrentes ao Globo de Ouro (nossa primeira escala), na categoria Melhor Filme Comédia/Musical. Trailer de "Julie & Julia": oscarizável?
O filme reedita a dobradinha que deu muito certo em Dúvida: Amy Adams e Meryl Streep. Dessa vez, no entanto, elas não se encontram pois suas personagens vivem em épocas e lugares distintos. Parece-me ser um bom filme. Aliás, do pouco que li, me lembrou ligeiramente As Horas, pelas histórias que se interrelacionam e por contar também com o talento de Streep (a "Mrs. Dalloway" contemporânea).
Fica então a aposta e a dica para o fim de semana.
O filme reedita a dobradinha que deu muito certo em Dúvida: Amy Adams e Meryl Streep. Dessa vez, no entanto, elas não se encontram pois suas personagens vivem em épocas e lugares distintos. Parece-me ser um bom filme. Aliás, do pouco que li, me lembrou ligeiramente As Horas, pelas histórias que se interrelacionam e por contar também com o talento de Streep (a "Mrs. Dalloway" contemporânea).
Fica então a aposta e a dica para o fim de semana.
Identidade de marca: McDonald's é verde
Não é de hoje que a rede de fast-food McDonald's se esforça para transmitir uma imagem ligada à saúde, ao bem-estar físico e à responsabilidade social e ambiental. Definir novas orientações de identidade de marca não é tão difícil, o problema mesmo é fazer com que o público perceba esta transformação. É aí que reside a diferença entre identidade e imagem. E no caso do McDonald's, não sei dizer se esta última já anda em sintonia com a primeira. Fato é que não falta empenho por parte da empresa.
A nova cartada - e uma das mais radicais - foi trocar o vermelho tradicional pelo verde no logotipo e nas fachadas das lojas. Pelo menos assim começa a ser na Alemanha (primeiro país europeu a empreender a mudança - onde mais seria, a propósito?). Até o fim de 2009 cem restaurantes da cadeia vão trocar de cores. Algumas franquias no Reino Unido e na França já estão fazendo o mesmo. Não há, porém, indícios de que a ação será repetida fora da Europa. Vale lembrar que trabalhar com identidade é, também, se adequar a culturas locais. Na Europa, sabemos, a questão ambiental é prioritária e a sociedade pressiona governos e empresas por iniciativas verdes, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Assim, faz sentido ficar verde lá e permanecer vermelho por aqui - por enquanto.
A nova cartada - e uma das mais radicais - foi trocar o vermelho tradicional pelo verde no logotipo e nas fachadas das lojas. Pelo menos assim começa a ser na Alemanha (primeiro país europeu a empreender a mudança - onde mais seria, a propósito?). Até o fim de 2009 cem restaurantes da cadeia vão trocar de cores. Algumas franquias no Reino Unido e na França já estão fazendo o mesmo. Não há, porém, indícios de que a ação será repetida fora da Europa. Vale lembrar que trabalhar com identidade é, também, se adequar a culturas locais. Na Europa, sabemos, a questão ambiental é prioritária e a sociedade pressiona governos e empresas por iniciativas verdes, mais do que em qualquer outro lugar do mundo. Assim, faz sentido ficar verde lá e permanecer vermelho por aqui - por enquanto.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Guerrilha: Avamys, GSK
Laboratórios farmacêuticos travam uma verdadeira guerra below-the-line para fazer com que seus produtos conquistem espaço nas receitas médicas Brasil afora. O que nós, não-médicos, vemos, no máximo, é o filme institucional com belas imagens e uma baladinha legal. As tais comissões é arma poderosa, mas não a única. Eventos de medicina se transformam em ringue para ações promocionais, de patrocínio e lobby.
Quem foi ao último Congresso Internacional de Otorrinolaringologia, realizado em São Paulo, este ano, além de voltar cheio de brindes, viu até laboratório apelando para guerrilha - o que é sempre uma ótima ideia, na minha opinião. O GSK aproveitou um chafariz "sub-utilizado", no prédio do evento, para fazer a instalação abaixo e chamar a atenção de todos para sua marca de spray nasal, Avamys.
Quem foi ao último Congresso Internacional de Otorrinolaringologia, realizado em São Paulo, este ano, além de voltar cheio de brindes, viu até laboratório apelando para guerrilha - o que é sempre uma ótima ideia, na minha opinião. O GSK aproveitou um chafariz "sub-utilizado", no prédio do evento, para fazer a instalação abaixo e chamar a atenção de todos para sua marca de spray nasal, Avamys.
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